E qual a relação da pineal com o chakra Ajna?
É que, na tradição da Yoga, o Ajna origina-se a partir da glândula pineal,
muito embora a Teosofia, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que
na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para
a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário
se inclina até a pineal, como mostra o desenho ao lado, mas não o Ajna.
Confusão estabelecida, consultei Lázaro, da lista Voadores, e obtive a resposta: "a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas". Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).
Confusão estabelecida, consultei Lázaro, da lista Voadores, e obtive a resposta: "a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas". Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).
O físico Erwin Schrödinger, no epílogo do seu
livro "O Que é a Vida?", fez uma inferência interessante, a partir de
um postulado simples: "EU sou a pessoa - se é que existe alguma - que
controla o movimento dos átomos, de acordo com as Leis da Natureza." Sim,
porque você não é a soma de seus átomos (em apenas um ano 98% de seus átomos
são trocados por outros!) e, assim, também não pode ser seu cérebro. Acreditava-se
também que o cérebro funcionasse como a CPU (processador) dos computadores, de
forma rígida e mecanicista, mas ele também é inteligente, no sentido de
procurar rotas neuronais alternativas para cumprir a função que ficou
prejudicada, e novos neurônios estão nascendo o tempo todo, ao contrário do que
acreditavam os cientistas até alguns anos atrás. Aliás, sobre esse assunto,
quando o escritor espiritual (e ex-médico) André Luiz nos fala da estreita
relação existente entre os neurônios e o perispírito no livro "Evolução em
dois mundos" cap. IX, ele escreve algo que pode ser interpretado
dubiamente: "Os neurônios nascem e se renovam, milhões de vezes, no plano
físico e no plano extrafísico, na estruturação de cérebros experimentais, com
mais vivos e mais amplos ingredientes do corpo espiritual, quando em função nos
tecidos físicos, até que se ergam em unidades morfológicas definitivas do
sistema nervoso". Estaria ele falando da gênese de um sistema nervoso
definitivo, ou da contínua evolução de suas unidades no decorrer da vida?
Gostaria que estudiosos desse de André Luiz colaborassem nesse tópico.
Ainda assim, nós não somos nossos neurônios.
Então, o que somos? Onde está nossa alma? O filósofo René Descartes defendia a
tese de ela estaria na glândula pineal, e explica:
"A razão que me leva a crer seja essa
glândula a sede da alma é não encontrar, em todo o cérebro, nenhuma outra parte
que não seja dupla. Ora, não vendo senão uma única cousa com os dois olhos, não
ouvindo senão um mesmo som com os dois ouvidos, e, enfim, não tendo nunca senão
um pensamento ao mesmo tempo, é absolutamente necessário que as impressões, que
nos chegam através dos olhos, dos ouvidos, etc., se unam em alguma parte do
corpo para serem aí consideradas pela alma. (...) Ora, não podemos encontrar
nenhuma outra nestas condições, em toda a cabeça, senão a glândula pineal, que
se acha, além do mais na situação mais adequada para esse fim, isto é, no meio,
entre todas as concavidades, sustentada e cercada por pequenas ramificações das
carótidas, que trazem os espíritos ao cérebro."
Alma na pineal? Já imaginou o toda a essência
humana contida numa glândula do tamanho de um feijão? Passemos adiante, ainda
no campo da filosofia, desta vez espírita, na questão 146 de O Livro dos
Espíritos:
"A alma tem, no corpo, uma sede
determinada e circunscrita?
— Não. Mas ela se situa mais particularmente
na cabeça, entre os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o
pensamento e no coração dos que sentem bastante, dedicando todas as suas ações
à Humanidade."
Ou seja, até possui uma área de influência
maior no corpo em certas áreas de interesse do espírito. Mas daí a se situar no
corpo vai longe...
Só que a pineal teima em aparecer em outras
culturas, com grande importância: Na filosofia hindu, o sexto chakra, Ajna,
está localizado um pouco acima dos olhos, entre as sobrancelhas (ponto
conhecido como bhrumadhya). É simbolizado por um olho - o tão falado
"terceiro olho" - que seria o olho da mente. Quando este chakra é
estimulado e desenvolvido, ou seja, quando o olho é "aberto" através
de mantras e meditações, é revelada uma nova dimensão da realidade para o
praticante. Estudiosos ocidentais encararam isso como uma metáfora poética e
nada mais.
Até que, em meados do século 19, quando o
território da Austrália começou a ser explorado, um réptil nativo chamou a
atenção dos pesquisadores, o Tuatara (Sphenodon punctatum). Este animal tem, em
adição aos seus dois olhos, um terceiro encrustrado no crânio, revelado apenas
por um pequeno orifício coberto por uma membrana, possui uma retina e uma
conexão nervosa com a pineal, mas cientistas disseram que não possui
funcionalidade, já que não possui conexão com o cérebro. A presença desse
terceiro olho é um desafio para os cientistas, já que quase todos os
vertebrados possuem uma estrutura homóloga no centro do crânio, seja répteis,
peixes, pássaros e mamíferos. Essa estrutura é conhecida como a glândula
pineal.
Essa glândula está situada no cérebro, entre
os dois hemisférios. No embrião, a pineal começa a se formar como um verdadeiro
olho, e depois é que degenera! Já está demonstrado que a glândula é sensível a
luz, por conter fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos. Ela é
um órgão cronobiológico, um relógio interno que capta as radiações do Sol e da
Lua e dá ao organismo a referência de horário. Baseado nisso, ela produz o
hormônio melatonina, que regula os instintos de acordar e dormir. Também produz
naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno
(encontrado no chá Ayahuasca).
Ainda assim, não se pode negar uma clara
relação do chakra Ajna com a pineal, como pudemos observar no caso de Hira
Ratan Manek, que não se alimenta há mais de 7 anos e obtém energia através da
estimulação da pineal com raios solares, através da retina, mas que também
sugere para se abastecer de energia apenas o uso do terceiro olho (Ajna).
Na Yoga, os nadis Ida e Pingala se encontram
no centro da testa, que é a morada da alma (Atman). Para representar a
importância deste ponto, os hindus usam o Tilaka, um símbolo que pode ter
diferentes formas e significados. Os Vaishnavites (seguidores de Vishnu) usam
uma marca em forma de U neste ponto, chamada de Urdhva-pundra, já os seguidores
de Shiva usam o Shaivite Tripundra tilak, composto por três linhas horizontais,
símbolo este que até mesmo o Papa João Paulo II se permitiu receber em sua
testa. Já as mulheres casadas usam o Bindi, uma pintura em forma de ponto, que
tem um sentido espiritual, tradicional e também decorativo. Hoje em dia já
virou moda, e é usado por mulheres casadas ou não, geralmente como um pingente
auto-adesivo.
Na Seicho-no-ie diz-se que o terceiro olho é
o centro da divina compreensão e divina imaginação, e que, quando em perfeita
atividade, permite a visão de planos superiores (a chamada clarividência) e o
acesso de acontecimentos do presente/passado/futuro. Dá acesso também ao que
denominamos de intuição, percepção e ainda à temperança, à abstinência, à
dignidade, à veneração, a sentimentos delicados, à inteligência e ao
discernimento.
Os Taoístas dizem que depois que a criança
sai do útero, o espírito primal começa a residir justamente no terceiro olho,
"Olho Celestial"!
Já a medicina chinesa não considera o cérebro
a sede da alma e do espírito, e sim cada célula do corpo, assim como o campo
magnético do organismo. O órgão Yin do Fogo, o Coração, é considerado o centro
da consciência, do sentir e do pensar. No coração manda Shin, o espírito do
Fogo. O ideograma chinês Shin pode ser traduzido como "espírito",
"alma", "Deus", "divino" e "eficácia".
Quando dizemos que alguém tem "espírito", refletimos o significado
desse ideograma. Shin tem duas residências: A residência de baixo é o coração,
a partir de onde se encarrega de equilibrar os sentimentos e de favorecer uma
maneira de falar sincera. Sua residência de cima é o terceiro olho, ou o chacra
da frente, onde cria clareza de pensamentos e consciência no modo de viver.
Quando essas faculdades são encontradas numa pessoa, seu Shin está cheio de
força e saúde. Isso se vê no brilho e na luz de seus olhos.
Uma fantástica semelhança com o que está na
Codificação Espírita...
Tais coincidências não passaram
desapercebidas aos cientistas. Obras de André Luiz, em especial o livro
Missionários da Luz, escrito em 1945, atraem a curiosidade dos estudiosos por
conter descrições detalhadas da maquinaria humana interagindo com o mundo
espiritual. No capítulo 1 do livro psicografado por Chico Xavier vemos que a
pineal é claramente citada como o centro da mediunidade:
"- Observe. Estamos diante de um médium
de psicografia comum. Antes do trabalho a que se submete, nossos auxiliares já
prepararam seus potenciais para que não tenha a saúde física perturbada. O
trabalho de transmissão da mensagem não será simplesmente 'tomar a mão'. Há
outros processos complexos envolvidos.
E, diante de minha profunda curiosidade
científica, Alexandre aplicou-me suas energias magnéticas e passei a ver, no
corpo do médium, um grande laboratório de forças vibratórias. Meu poder de
visão era superior ao dos raios X. As glândulas do rapaz transformaram-se em
pontos luminosos, como pequenas usinas elétricas, mas preferi me deter para
observar melhor o cérebro, em particular. Os condutores da medula pareciam um
pavio longo, carregando a luz mental, como chama de uma vela enorme. Os centros
metabólicos me surpreendiam. O cérebro apresentava brilho em seus desenhos. Os
lobos cerebrais pareciam correntes dinâmicas. As células corticais e as fibras
nervosas, com suas ramificações finíssimas, formavam delicado conjunto de
condutores das energias mais profundas e desconhecidas. Nesse processo, sob a
luz mental sem definição, a pineal emitia raios azulados e intensos.
- Percebeu o mecanismo? - perguntou
Alexandre, interrompendo meu deslumbramento. - Transmitir mensagens de um plano
para outro, no serviço de orientação humana - continuou - exige esforço, boa
vontade, cooperação e propósito justo. É claro que o treinamento e a
colaboração espontânea do médium facilitam o trabalho, mas, seja como for, o
processo não é automático. Requer muito conhecimento, oportunidade e
consciência.
- (...)Estamos observando as particularidades
do perispírito. Você pode perceber agora que todo corpo glandular é uma central
elétrica. No exercício de qualquer tipo de mediunidade a pineal desempenha o
papel mais importante. É no equilíbrio de suas forças que a mente humana
intensifica o poder de emissão e recepção de raios característicos do nosso
plano. E é nela que encontramos o novo sentido dos homens, embora ainda
adormecida na maioria deles.
Percebi que, de fato, a glândula pineal do
médium emitia luz cada vez mais intensa."
Há ainda um outro trecho mais longo onde
André Luiz se detém especificamente na Pineal. Poderíamos então deduzir que a
pineal seria a porta de entrada do espírito? Afinal, se ela se conecta a um
espírito (que não o nosso) pra permitir a incorporação, por que não é também o
canal de comunicação do nosso próprio espírito com o corpo, que (agora sabemos)
não é mais do que um veículo emprestado pela Mãe Terra? A resposta pode ser
afirmativa, se encararmos a pineal como uma antena, e os outros sistemas do
cérebro como o receptor responsável pela interpretação dos sinais. Vejamos o
cap. X do livro "Mecanismos da Mediunidade", do mesmo autor: "...A
corrente mental (...) vibra, ainda (...) no conjunto talâmico e hipotalâmico,
em que se mecanizam os reflexos do Espírito". Fantástica definição.
Seria a mediunidade, de fato, um atributo
biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec? Foi pra
responder a essa pergunta que o psiquiatra e mestre em Ciências pela
Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, diretor-clínico do
Instituto Pineal Mind e diretor-presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita
de São Paulo), voltou seu interesse ao estudo da pineal e sua relação com a
mediunidade. Vejamos agora trechos da entrevista publicada pela Revista
Espiritismo & Ciência, volume 3:
Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?
Foi por volta de 1979/80, quando eu estava
estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários
da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o
curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a
obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando
entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de
como isso se integra ao corpo.
A glândula pineal seria resquício de algum órgão que está se atrofiando,
ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?
Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão
fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente
o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você
pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela
imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se
a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à
mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se
fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas
cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas
não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe
permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de
senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas
sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica
daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção
(faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função
humana.
A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos?
Isso é comprovado cientificamente?
Sim, isso é comprovado. Quem provou isso
foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista
científica Nature, de 1988.
A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a
mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez
experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos
temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido
"visões" e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui
esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. O que o senhor
teria a dizer sobre isso?
Veja, o espiritual age pelo campo
eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria
a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência
espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do
espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria
natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade
interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo
contrário, complementam-se.
A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso?
Existe uma controvérsia no meio científico a esse respeito?
A mediunidade é um atributo biológico,
acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo
eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no
espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa-se a
mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual. Um hindu, um católico,
um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua
capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama
mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas
uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer
através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo
campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos.
Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não
nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do
espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe
oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com
metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é
uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que
disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas
se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão
subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medical Association, do
Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade
e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas
na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela
imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.
Como são feitas as experiências em laboratório?
Existem dois tipos: um, que é a experiência
de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração
espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe
mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias,
ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de
hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de
transe. E os resultados apresentam alterações significativas.
As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou
condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise
convulsiva?
Isso é bem claro: a suspeita de uma
interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a
dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise
convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão
pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o
exame está mostrando.. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe
com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo
cardíaco, aumento da pressão arterial.
É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa
calcificação prejudica a mediunidade?
Não, a pineal não se calcifica; ela forma
cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o
perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em
grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas
pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem
mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem
muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num
cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo
então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o
campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar
estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita
facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.
As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?
A mediunidade na criança é diferente da de um
adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em
contato com o mundo espiritual.
A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os
místicos?
A glândula está localizada em uma área cheia
de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando
alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração.
Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.
Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal
Mind.
A AMESP é uma associação de utilidade pública
que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a
espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental,
onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebrovasculares,
ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um
setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos
psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas
pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas
não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro,
interessado em entender a relação entre corpo e espírito.
O que é psicobiofísica?
É a ciência que integra a psicologia, a
física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela
crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que
serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.
Texto transcrito na integra do sitio Saindo da Matrix
Texto transcrito na integra do sitio Saindo da Matrix
