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Obsessão nas Casas Espíritas

É preciso falar que as obsessões coletivas estão se instalando dentro dos centros espíritas em nome de uma falsa caridade.

Entidades falsárias, hipócritas, mistificadores do mundo invisível estão se aliando com espíritas invigilantes e estão fazendo que as pessoas acreditem que aceitar o mal, o erro, a perfídia, faz parte da caridade.

Levam os indivíduos a acreditarem que realizando trabalhos na casa espírita ficarão e serão consideradas boas. Falam isso, mas esquecem que Kardec afirmou algo totalmente oposto, como veremos ao longo do texto. Salientamos que se as criaturas estudassem as obras doutrinárias evitariam as armadilhas das entidades mal fazejas.


Os Espíritas que caem nas armadilhas desses tipos de Espíritos, tentam disfarçar o seu mundo interior fazendo atos "aparentemente" bons. Mas infelizmente tentam destruir a obra do bem por meio de ataques mentais, sentimentos inferiorizados e inveja, vaidade, intriga, crítica destrutiva, junto aos trabalhadores equilibrados. E por meio da emissão desses fluidos deletérios, que transportam as suas e as ideias dos desencarnados infelizes, começam a serem veículos de um processo obsessivo que, caso não seja combativo, contagiará silenciosamente as mentes invigilantes. Essa natureza de trabalhadores são TOTALMENTE despreparados do ponto de vista da moralidade. Podem até entender o Espiritismo intelectualmente, mas não o vivem e não se esforçam verdadeiramente em ser homens melhores. Acham que o simples ato de fazer algo dentro de uma casa espírita fará diferença para si e para os outros e estão completamente equivocados, porque a proposta do Espiritismo é educar as almas. E quem não se educa, nem se melhora, nem tão pouco se esforça para mudar, não está fazendo absolutamente nada.

Apesar de Jesus ter dito que ele veio para os doentes, é importante diferenciar que: uma coisa é o doente crônico, aquele que se compraz no erro, e outra é o doente que quer se melhorar. São casos completamente diferentes. Para o primeiro caso, Kardec indica que o afastamento é a melhor saída, para o segundo, a terapia espírita pode auxiliar de forma substantiva.

Essas entidades pegam na vaidade, no orgulho e começam juntamente com os encarnados a vibrarem mal, dentro das reuniões espíritas, disseminando a cizânia, a intriga e a desavença dentro dos agrupamentos espíritas. E, apesar deste ser um movimento silencioso, não podemos considerar menos grave esse quadro. Pesados débitos conscienciais adquirem todo aquele que se torna instrumento das trevas (essas entidades se encontram numa vibração inferior à umbralina), porque se afastam da verdadeira fraternidade, da transparência e da verdade que deveriam ser elementos essenciais em todo ambiente ou organização voltada a disseminação das verdades espirituais.

Kardec coloca no Livro dos Médiuns,  item 340, "assim como há Espíritos protetores das associações, das cidades e dos povos, Espíritos malfeitores se ligam aos grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo."

As pessoas pensam que estão protegidas dentro das casas espíritas, quando não estão. Isso é muito grave e aconteceu com o Cristianismo. Essas mesmas criaturas que deturparam a Doutrina do Cristo, hoje renasceram no Espiritismo e, ao invés de se renovarem, continuam no mesmo erro. Os Centros Espíritas deveriam, então, afastar as criaturas desequilibradas para que pudessem se harmonizar e retornar ao trabalho e, infelizmente, isso não ocorre, quando o Codificador já nos alertou das investidas dos Espíritos malfeitores junto aos invigilantes!

Nunca devemos esquecer que o trabalho dentro da casa espírita não é quantidade, mas sim qualidade.

Por uma falta de coragem, daí que não se afastam as pessoas doentes por causa dos interesses pessoais, seja por causa do dinheiro, das relações de amizade, das amorosas outra qualquer.

Essas entidades querem arrumar adeptos, em nome de uma falsa bondade e querem conquistar todos aqueles que acolham suas ideias infelizes. Vejamos novamente que Kardec continua mencionar no item 340 do Livro dos Médiuns: "Todas as vezes, pois, que, num grupo, um dos seus componentes cai na armadilha, cumpre se proclame que há no campo um inimigoum lobo no redil, e que todos se ponham em guarda, visto ser mais que provável a multiplicação de suas tentativas. Se enérgica resistência o não levar ao desânimoa obsessão se tornará mal contagioso, que se manifestará nos médiuns, pela perturbação da mediunidade, e nos outros pela hostilidade dos sentimentos, pelaperversão do senso moral e pela turbação da harmonia."

Sem uma ação firme para que se freie a investida dessas entidades, todo o agrupamento corre o risco de serem conduzidos por essas entidades. Afastam-se os bons, assumem os maus!

Obviamente não estamos afirmando que deve-se afastar o trabalhador de pronto, ao contrário, deve-se chamar o irmão perturbado para que desperte frente aos próprios erros e aja para que saia dessa situação, caso isso não ocorra é  melhor o afastamento da criatura das tarefas espirituais.

Isso é algo difícil de fazer? Extremamente. Porque, normalmente, as pessoas apresentam uma cara de bondade, quando o coração destila fel. E daí que deve-se julgar os homens como os Espíritos - pela suas obras, pela suas ideias e pela sua identidade fluídica!

Como pouco se estuda Kardec e quando se estuda é de forma superficial, fácil se torna cair em erro e fomentar o mal.

Todo aquele que apoia quem está errado, acaba por multiplicar o mal e acaba ficando a favor dos maus Espíritos e se distanciando dos bons. E os Presidentes e dirigentes das sociedades espíritas continuam calados diante desse movimento que ocorre na atualidade, porque não querem mostrar ao público que existem problemas dessa natureza e tão pouco têm a firmeza de agir no bem.

Essas entidades estão adentrando não só nas reuniões de cunho mediúnico, mas principalmente nas tribunas espíritas e na evangelização dos jovens. Muitos médiuns, doutrinadores, palestrantes e evangelizadores são instrumentos e comparsas dessas entidades.

Como colocar pessoas para realizarem qualquer trabalho dentro de um centro espírita que não conhecem as Obras de Kardec? Como convidar pessoas despreparadas moralmente para realizar trabalhos espirituais quando estão em companhia dos hipócritas e mistificadores do mundo invisível? Como é possível pessoas que estão no mundo, valorizando as questões materiais, as viciações de toda ordem, com comportamentos desequilibrados e realizando trabalhos dentro de uma sociedade espírita? O pior é que as pessoas não se dão conta desses absurdos. E isso por si só mostra que a obsessão coletiva já está instalada.

Essa não é e nunca foi a proposta do Espiritismo. Para se auxiliar o próximo é necessário pessoas aptas, conscienciosas e que se esforçam em se tornar Espíritos melhores.

Permanecer com a verdade é muito difícil, porque todo aquele que a busca, torna-se perseguido por essas entidades.

Existem Casas Espíritas boas? Com certeza. Mas há, também, muitas que estão sofrendo processos de Obsessão coletivas e sequer se dão conta disso. Estas atuam contra a Doutrina Espírita, quando dão asso a ação dessas entidades, que distorcem os ensinamentos do Cristo e dos bons Espíritos.

Permanecer com Jesus e Kardec requer tomarmos um posicionamento constante com o bem, mesmo que isso traga dificuldades de toda natureza para nós.